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Arquivo mensal: março 2012

Bicicletários Criativos

Na maioria das cidades brasileiras, inclusive aqui em Porto Alegre, nós ciclistas sentimos falta não só das tão necessárias ciclovias, mas também de locais para deixarmos nossas bicicletas com segurança, os bicicletários. Esses são, geralmente, simples armações metálicas semi-circulares ou triangulares mas, às vezes, alguns designers deixam a criatividade aflorar e criam verdadeiras obras de arte para “estacionar” as magrelas.

Aqui em Porto Alegre temos os bicicletário do mercado público, com os arcos em forma de cuia, bem no espírito gaúcho que tanto gostamos de exaltar:

Mas que barbaridade esse bicicletário, tchê! (Foto: Ivo Gonçalves/PMPA)

Mas que barbaridade esse bicicletário, tchê! (Foto: Ivo Gonçalves/PMPA)

Mas em outras partes do mundo, é possível encontrar os mais inusitados exemplos de criatividade na hora de criar os bicicletários. Eis uma seleção daqueles que mais me chamaram atenção, seja pela funcionalidade, seja pelo formato incomum:

O pente é apenas decorativo, o que prende as bicicletas é o “fio de cabelo” de aço que entremeia os dentes. Virgínia - EUA

O pente é apenas decorativo, o que prende as bicicletas é o “fio de cabelo” de aço que entremeia os dentes. Virgínia - EUA (link)

Neste o carro de mentirinha serve como barreira para proteger as bicicletas dos carros de verdade. Reino Unido

Neste, o carro de mentirinha serve como barreira para proteger as bicicletas dos carros de verdade. Reino Unido (link)

Este bicicletário é inspirado nas pétalas de uma margarida. É apenas um conceito, não foi instalado em nenhum local

Este bicicletário é inspirado nas pétalas de uma margarida. É apenas um conceito, ainda não foi instalado em nenhum local (link)

Um bicicletário que também serve como um banco. Ou seria o contrário?

Um bicicletário que também serve como um banco. Ou seria o contrário? (link)

A idéia por trás desse bicicletário é bem simples, proteção contra o clima.

A idéia por trás desse bicicletário é bem simples, reduzir o espaço e proteger contra o clima. (link)

Uma bicicleta para proteger as bicicletas, simples, mas bem interessante. Alaska - EUA.

Uma bicicleta para proteger as bicicletas, simples, mas interessante. Alaska - EUA. (link)

Um hangar para bicicletas além de proporcionar proteção contra o clima, aumenta a segurança contra roubos.

Um hangar para bicicletas além de proporcionar proteção contra o clima, aumenta a segurança contra roubos. (link)

Mas o local com a maior concentração de bicicletários diferenciados é na cidade de Portand, no estado do Oregon, EUA. Lá, uma lei municipal permite que bicicletários fora do padrão sejam instalados em qualquer local, com autorização prévia. Essa lei, acabou por incentivar, não só artistas a criarem bicicletários curiosos, como empresas a criarem racks temáticos em frente às suas sedes.

Confeitaria

Confeitaria

Clínica médica

Clínica médica

Consultório dentário

Consultório dentário

A silhueta dos totens da Ilha de Páscoa decoram a fachada de um bar de karaokê temático

A silhueta dos totens da Ilha de Páscoa decoram a fachada de um bar de karaokê temático

Não parece um bicicletário, mas é.

Não parece um bicicletário, mas é.

Gêneros no bicicletário em frente a uma das sedes da Federação Americana de Paternidade Planejada.

Gêneros no bicicletário em frente a uma das sedes da Federação Americana de Paternidade Planejada.

Mais uma bicicleta.

Mais uma bicicleta.

Infelizmente toda a segurança do mundo não é o suficiente para proteger a sua bicicleta, mesmo com boas correntes prendendo todos os componentes móveis, se ninguém estiver de olho, um ladrão determinado consegue fazer milagres para levar a nossa bike (ou partes dela) embora. Você tem coragem de deixar a sua bike em qualquer bicicletário? Eu não, infelizmente :(

Dica: É possível encontrar um mapa colaborativo dos bicicletários de Porto Alegre aqui.

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Publicado por em 10/03/2012 em Arte, Ciclismo

 

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Diário de viagem I: Cambará do Sul

Desde que comecei a pedalar – no início do ano passado – fiz algumas pequenas viagens (porém grandes aventuras) e, só agora, decidi contar estas histórias aqui no blog.

Na manhã do dia 16 de abril de 2011, um sábado, acordei antes mesmo de o sol nascer e preparei a mochila com alguns itens básicos. Por conta do friozinho, que já dava uma amostra de como seria aquele inverno, vesti uma calça comprida por baixo da bermuda e uma blusa térmica por baixo da camisa, abasteci as caramanholas, chequei os equipamentos e saí. O destino? Cambará do Sul.

Descendo a rua na minha bicicleta, passei por bares ainda abertos, as pessoas indo para casa para finalmente dormir. Ainda muito insegura, pela falta de experiência na bicicleta, percorri o trajeto até o ponto de encontro combinado pelo grupo com muito receio, tanto de ser atropelada por um carro ultrapassando o sinal vermelho devido ao horário, quanto de ser assaltada e perder a minha querida magrela. Ao chegar no estacionamento, encontrei outros ciclistas, todos prontos para a aventura que iríamos enfrentar naquele dia. Um passeio pelo cânion do Itaimbezinho. Após as devidas apresentações, embarcamos as bicicletas e seus ciclistas na van e iniciamos a viagem.

O embarque das magrelas

O embarque das magrelas

Nos primeiros minutos quase todos aproveitaram para dormir mais um pouco, o sol nem sequer havia nascido naquele horário. Mas antes de São Francisco de Paula, todos já estavam acordados e apreciando a bela paisagem. Chegando lá, paramos para o café da manhã e, em seguida, seguimos viagem.

Quando chegamos em Cambará do Sul paramos para desembarcar as bicicletas e partir em direção ao Parque Nacional Aparados da Serra, lar do cânion do Itaimbezinho, agora pedalando.

Parada para a "foto turística", em Cambará do Sul

Parada para a "foto turística", em Cambará do Sul

Depois de cerca de 17 km de estrada de chão, com direito a boas lombas e alguma lama, chegamos à entrada do parque.

Chegada ao Parque Nacional Aparados da Serra

Chegada ao Parque Nacional Aparados da Serra

Para chegar ao cânion percorremos primeiro um trecho de asfato, e depois uma trilha de barro e pedras que deixou as magrelas bem sujas. Ao chegar, paramos no mirante para almoçar e admirar o cenário. Absolutamente maravilhoso!

No mirante

No mirante

Hora de almoço e fotografias

Hora de almoço e fotografias

Após uns bons minutos para comer, observar a paisagem e tirar muitas fotos, voltamos pela mesma trilha e fomos ao Cento de Visitantes onde conversamos com um guia. Então, seguimos viagem em direção a Praia Grande – SC.

E foi aí que eu descobri que lombas muito íngremes e pedras soltas me deixam MUITO mal humorada. Após tentar subir com a bicicleta escorregando nas pedras e quase caindo a todo instante, desci e comecei a empurrar lomba acima, já pensando “Por que eu fui inventar de fazer isso?”. Ao chegar no ponto mais alto, próximo à divisa do estado, começamos a nos preocupar, pois o grupo estava muito disperso e já começava a escurecer, mas decidimos seguir viagem na esperança de nos encontrarmos na cidade.

Na divisa!

Na divisa!

Foi aí que a verdadeira aventura começou: descer a Serra do Faxinal! Boa parte da estrada é um zigue-zague, com as retas asfaltadas e as curvas de terra e pedras soltas. Eu, que adoro uma descida, fiz algo muito imprudente, desci as retas praticamente sem frear, diminuindo a velocidade pouco antes das curvas e retomando nas retas – crianças, não façam isso em casa! -. Pura adrenalina!

Ouvi relatos de colegas que perderam o controle da bike em alguns momentos mas, por pura sorte, não caíram.

A foto antes da descida. Nem imaginava o que me aguardava!

A foto antes da descida. Nem imaginava o que me aguardava!

Por fim chegamos a Praia Grande, onde esperamos até o grupo completo se reunir, e fomos jantar em um pequeno restaurante à beira do rio. Após o banho, nos servimos de comida caseira, simples mas muito saborosa. À mesa trocamos as histórias e experiências do dia, enquanto matávamos a fome. Com todos satisfeitos e consideravelmente cansados, novamente embarcamos as bicicletas e seus ciclistas na van, e seguimos viagem, dessa vez, de volta ao lar.

A volta foi bastante silenciosa, pois todos caíram no sono. Também pudera, percorremos árduos 49 Km onde encaramos de tudo! Asfalto, estradas de chão, pedras soltas e trilhas. Merecíamos o descanso.

E a bicicleta? Ficou imunda!

Nada que um banho não resolva

Nada que um banho não resolva

 
 

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