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Diário de viagem I: Cambará do Sul

Desde que comecei a pedalar – no início do ano passado – fiz algumas pequenas viagens (porém grandes aventuras) e, só agora, decidi contar estas histórias aqui no blog.

Na manhã do dia 16 de abril de 2011, um sábado, acordei antes mesmo de o sol nascer e preparei a mochila com alguns itens básicos. Por conta do friozinho, que já dava uma amostra de como seria aquele inverno, vesti uma calça comprida por baixo da bermuda e uma blusa térmica por baixo da camisa, abasteci as caramanholas, chequei os equipamentos e saí. O destino? Cambará do Sul.

Descendo a rua na minha bicicleta, passei por bares ainda abertos, as pessoas indo para casa para finalmente dormir. Ainda muito insegura, pela falta de experiência na bicicleta, percorri o trajeto até o ponto de encontro combinado pelo grupo com muito receio, tanto de ser atropelada por um carro ultrapassando o sinal vermelho devido ao horário, quanto de ser assaltada e perder a minha querida magrela. Ao chegar no estacionamento, encontrei outros ciclistas, todos prontos para a aventura que iríamos enfrentar naquele dia. Um passeio pelo cânion do Itaimbezinho. Após as devidas apresentações, embarcamos as bicicletas e seus ciclistas na van e iniciamos a viagem.

O embarque das magrelas

O embarque das magrelas

Nos primeiros minutos quase todos aproveitaram para dormir mais um pouco, o sol nem sequer havia nascido naquele horário. Mas antes de São Francisco de Paula, todos já estavam acordados e apreciando a bela paisagem. Chegando lá, paramos para o café da manhã e, em seguida, seguimos viagem.

Quando chegamos em Cambará do Sul paramos para desembarcar as bicicletas e partir em direção ao Parque Nacional Aparados da Serra, lar do cânion do Itaimbezinho, agora pedalando.

Parada para a "foto turística", em Cambará do Sul

Parada para a "foto turística", em Cambará do Sul

Depois de cerca de 17 km de estrada de chão, com direito a boas lombas e alguma lama, chegamos à entrada do parque.

Chegada ao Parque Nacional Aparados da Serra

Chegada ao Parque Nacional Aparados da Serra

Para chegar ao cânion percorremos primeiro um trecho de asfato, e depois uma trilha de barro e pedras que deixou as magrelas bem sujas. Ao chegar, paramos no mirante para almoçar e admirar o cenário. Absolutamente maravilhoso!

No mirante

No mirante

Hora de almoço e fotografias

Hora de almoço e fotografias

Após uns bons minutos para comer, observar a paisagem e tirar muitas fotos, voltamos pela mesma trilha e fomos ao Cento de Visitantes onde conversamos com um guia. Então, seguimos viagem em direção a Praia Grande – SC.

E foi aí que eu descobri que lombas muito íngremes e pedras soltas me deixam MUITO mal humorada. Após tentar subir com a bicicleta escorregando nas pedras e quase caindo a todo instante, desci e comecei a empurrar lomba acima, já pensando “Por que eu fui inventar de fazer isso?”. Ao chegar no ponto mais alto, próximo à divisa do estado, começamos a nos preocupar, pois o grupo estava muito disperso e já começava a escurecer, mas decidimos seguir viagem na esperança de nos encontrarmos na cidade.

Na divisa!

Na divisa!

Foi aí que a verdadeira aventura começou: descer a Serra do Faxinal! Boa parte da estrada é um zigue-zague, com as retas asfaltadas e as curvas de terra e pedras soltas. Eu, que adoro uma descida, fiz algo muito imprudente, desci as retas praticamente sem frear, diminuindo a velocidade pouco antes das curvas e retomando nas retas – crianças, não façam isso em casa! -. Pura adrenalina!

Ouvi relatos de colegas que perderam o controle da bike em alguns momentos mas, por pura sorte, não caíram.

A foto antes da descida. Nem imaginava o que me aguardava!

A foto antes da descida. Nem imaginava o que me aguardava!

Por fim chegamos a Praia Grande, onde esperamos até o grupo completo se reunir, e fomos jantar em um pequeno restaurante à beira do rio. Após o banho, nos servimos de comida caseira, simples mas muito saborosa. À mesa trocamos as histórias e experiências do dia, enquanto matávamos a fome. Com todos satisfeitos e consideravelmente cansados, novamente embarcamos as bicicletas e seus ciclistas na van, e seguimos viagem, dessa vez, de volta ao lar.

A volta foi bastante silenciosa, pois todos caíram no sono. Também pudera, percorremos árduos 49 Km onde encaramos de tudo! Asfalto, estradas de chão, pedras soltas e trilhas. Merecíamos o descanso.

E a bicicleta? Ficou imunda!

Nada que um banho não resolva

Nada que um banho não resolva

 
 

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